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Futuro no setor têxtil - Robôs cada vez mais próximos da moda

Quando robôs foram vistos em filmes e desenhos animados como capazes de realizar diversas tarefas, parecia um cenário futurístico, quase que utópico de acontecer. Hoje, com o avanço da tecnologia, essa situação hipotética já é uma realidade em escala industrial e cada vez mais próxima do cotidiano das pessoas. Em agosto deste ano, a Adidas anunciou que a produção diária de 800 mil camisetas será feita por uma máquina de costura robotizada totalmente automatizada. Já em 2016, o jovem Jonathan Zornow fundou a Sewbo, startup que desenvolveu um equipamento que pode costurar uma peça de vestuário completa. A empresa utiliza um processo que endurece quimicamente os tecidos para permitir que robôs de costura produzam uma camiseta inteira. Atualmente, as fábricas dependem de mão de obra humana para guiar os tecidos nas máquinas e costurá-los em linhas de produção.

O CEO e fundador da Sewbo estará na próxima edição da IAF Convention, que acontece entre 16 e 18 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ), para participar do painel “Os Desafios da Indústria na Transição para o Modelo de Manufatura Avançada”. A equipe Abit entrevistou o empresário sobre automação e aqui você poderá ter uma prévia do que será apresentado no evento.

Como surgiu a ideia da Sewbo?
Eu fiquei muito surpreso quando aprendi que a maior parte das nossas roupas são feitas inteiramente por pessoas e apenas uma pequena parte do trabalho era confeccionada por robôs. Fiquei fascinado com o problema e tentei encontrar soluções em potencial, de como poderia fazer com que confecções atuassem como fábricas de carros e assim, servir muitas outras indústrias.

O objetivo da Sewbo é automatizar totalmente as empresas? Como lidar com automação e trabalhadores? É possível conciliar as duas questões?
Automação serve para encontrar determinadas tarefas que são mais trabalhosas. Essas são coisas que os robôs podem fazer melhor do que pessoas. Ainda existem muitas outras habilidades em que os humanos atuam muito bem, como interagir com clientes, desenvolver roupas, programar e fazer a manutenção de robôs, além de acompanhar o controle de qualidade deles.

Como as empresas brasileiras podem se beneficiar com automação?
As fábricas brasileiras de vestuário contam com toda a expertise necessária para fornecer globalmente, mas o custo da mão de obra faz com que isso seja um desafio para competir com outros países. O salário mínimo do Brasil excede o da China, Vietnã, Bangladesh, México, Índia e da maioria de outras regiões que dominam a exportação de vestuário. Adotando tecnologia avançada, é possível remover os obstáculos de preço de mão de obra para fornecer para todo o mundo.

Como automação muda produção, valores e rapidez?
Apesar da produção automatizada variar de métodos tradicionais, o objetivo da Sewbo é integrar o processo dentro de sistemas já existentes na indústria. Dependendo dessas especificações, a automação pode levar à redução de custos. Contudo, o maior impacto potencial será na cadeia de suprimentos. A tecnologia avançada, como a que a Sewbo está implementando pode permitir uma fabricação mais responsiva.

Sobre o futuro da automação? A indústria do vestuário irá mudar com a automação?
Por muito tempo, a produção global de vestuário tem se mudado para qualquer região onde o custo da mão de obra é mais barato. É possível que a tecnologia permita que fábricas permaneçam onde estão e faça com que a produção ocorra perto dos clientes.

Fonte: www.abit.org.br